Hinos Brasileiros

 

Hino à Bandeira

Musica: Francisco Braga (1868-1945)
Versos: Olavo Bilac (1865-1918)


Salve lindo pendão da esperança,
Salve símbolo augusto da paz!
Tua nobre presença à lembrança
A grandeza da Pátria nos traz

Recebe o afeto que se encerra,
Em nosso peito junevil,
Querido símbolo da terra
Da amada terra do Brasil!

Em teu seio formoso retratas
Este céu de puríssimo azul
A verdura sem par destas matas,
E o esplendor do Cruzeiro do Sul...

Recebe o afeto que se encerra,
Em nosso peito junevil,
Querido símbolo da terra
Da amada terra do Brasil!

Contemplando o teu vulto sagrado,
Compreendemos o nosso dever,
E o Brasil por seus filhos amados,
Poderoso e feliz há de ser

Recebe o afeto que se encerra,
Em nosso peito junevil,
Querido símbolo da terra
Da amada terra do Brasil!

Sobre a imensa Nação Brasileira,
Nos momentos de festa ou de dor,
Paira sempre sagrada bandeira
Pavilhão da justiça e do amor.

Recebe o afeto que se encerra,
Em nosso peito junevil,
Querido símbolo da terra
Da amada terra do Brasil!

 

Hino da Independência

Musica: D. Pedro I (1798-1834)
Versos: Evaristo da Veiga (1799-1837)


Já podeis da Pátria filhos
Ver contente a mãe gentil,
Já raiou a liberdade,
No horizonte do Brasil

Brava gente, brasileira,
Longe vá temor servil,
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil

Os grilhões que nos forjava,
Da perfídia astuto ardil,
Houve mão mais poderosa
Zombou deles o Brasil

Brava gente, brasileira,
Longe vá temor servil,
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil

Não temais ímpias falanges
Que apresentam face hostil
Vossos peitos, vossos braços,
São muralhas do Brasil

Brava gente, brasileira,
Longe vá temor servil,
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil

Parabéns, ó Brasileiros!
Já com garbo juvenil,
Do universo entre as nações
Resplandece a do Brasil

Brava gente, brasileira,
Longe vá temor servil,
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil

 

Hino da Proclamação da República

Musica: Leopoldo Miguez (1850-1902)
Versos: Medeiros e Albuquerque (1867-1934)


Seja um pálio de luz desdobrado,
Sob a larga amplidão destes céus
Este canto rebel que o passado
Vem remir dos mais torpes labéus.

Seja um hino de glória que fale,
De esperança de um novo porvir,
Com visões de triunfos embale
Quem por ele lutando surgir.

Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós
Das lutas, na tempestade
Dá que ouçamos tua voz.

Nós nem cremos que escravos outrora,
Tenha havido em tão nobre país
Hoje o rubro lampejo da aurora,
Acha irmãos, não tiranos hostis.

Somos todos iguais, ao futuro
Saberemos unidos levar,
Nosso augusto estandarte, que puro,
Brilha avante, da Pátria no altar.

Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós
Das lutas, na tempestade
Dá que ouçamos tua voz.

Se é mistér de peitos valentes,
Haja sangue em nosso pendão,
Sangue vivo do herói Tiradentes,
Batizou este audaz pavilhão.

Mensageiro de paz, paz queremos,
E de amor nossa força e poder
Mas da guerra nos transes supremos,
Heis de vernos lutar e vencer.

Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós
Das lutas, na tempestade
Dá que ouçamos tua voz.

Do Ipiranga é preciso que o brado,
Seja um grito soberbo de fé,
O Brasil já surgiu libertado,
Sobre as púrpuras régias de pé.

Eia pois, brasileiros, avante!
Verde louros colhamos louçãos,
Seja o nosso país triunfante,
Livre terra de livres irmãos!

Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós
Das lutas, na tempestade
Dá que ouçamos tua voz.

 

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